
Hoje de manhã nas reflexões durante o banho, num dia frio antes de ir para o estágio, comecei a pensar: Todos vão envelhecer, menos o meu pai naquela foto...Ele vai ter 41 anos pra sempre. Eu, quando tiver 50 anos terei a imagem de um pai de 41, gatão, jovem, cheio de vida. Mas que perdeu a vida.
É difícil olhar aquele retrato na estante e pensar que alguém com tanta sede de viver, morreu tão cedo. É difícil olhar para a minha mãe, hoje beirando 47, como esposa do meu pai de 41. E quando ela tiver 70? Meu pai continuará com 41. Imagem congelada. Lembranças de um homem jovem de coração. Mais uma vez a comprovação de que o retrato eterniza as pessoas. E quando eu tiver 41 anos terei a diade do meu pai. É até legal isso.
Brincar com o tempo, refletir o que é real. A pessoa que morre congela naquele dia. Como também congela por uns dias os corações de quem fica na saudade; depois, derrete estes mesmos corações que começam a reconstruir a vida e a saborear a saudade. O eterno fica. Não importa o tempo que passar. 1, 2,3,4,5,6,7,8,9,10,11...Onze...Este ano, onze anos sem você. Sem você,pai, de corpo, porque sua alma para mim terá sempre 41 anos...Tá aí, meu pai que nunca irá envelhecer. E realmente, em meu coração você nunca irá envelhecer, pois jamais será esquecido.
29 de junho - 11 anos do falecimento de José Willis Ribeiro.
( Depois se eu tiver mais inspiração, edito o texto)