segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sou como um pássaro em busca das asas que lhe foram cortadas. Sou como uma formiga em busca do alimento. Sou como o mar a espera do sol para ser mais belo. Sou como o amanhecer a espera de um dia leve. Sou como a seca a espera da chuva. Sou como uma criança em busca do primeiro passo. Sou como um poeta em busca da inspiração que é alimento e vida. Sou como um animal em extinção lutando pela vida. Sou como um gigante que não cabe no mundo. Assim sou eu...Assim pensando no que sou..no que quero ser...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

No meu dia a dia...


Conversas de bar. Conversa vai, conversa vem. E quem dera se fosse possível gravar as reflexões, seja após alguns copos de cerveja, ou doses de suco de goiaba, talvez manga. Conver vai e vem. Duas amigas sentadas. Tão diferentes e tão iguais. Cada uma com a sua história, mas algo em comum:o desejo, a busca constante e incessante por aquilo que nos fará mais felizes...Então começo a pensar no quanto estamos infelizes. Este estamos se prolonga para a humanidade em geral. Ninguém é satisfeito! Fato! E fato importante, pois é a danada da falta que nos movimenta. Tudo bem. Mas porque esta insatisfação tamanha? Seria um veloz mundo devorador nos engolindo pouco a pouco dia a dia? É...acho que é uma possibilidade. E enquanto isso a vida acontece. Sei que estou meio confusa na escrita. São tantas reflexões! Enquanto o mundo nos devora a vida corre e corre o risco de passar na nossa frente...Tudo que temos, tudo que valemos. O que valemos? O que somos esta é a essência...a essência não está na sua escolha pela roupa mais cara, mas na sua cara escolha em transformar-se todos os dias. Frases soltas...vida cotidiana...ideias...

sábado, 1 de outubro de 2011

Como deixei a vida me levar assim? Não podemos deixar a vida nos levar, sem rumo, como uma canoa sem direção. Balança para um lado. Balança para outro lado. Deixar a vida me levar foi como acumular lixos dentro de casa. Todo dia um lixo diferente. A casa ficou impossível de ser acessada...Como atravessar o lixo? É mais ou menos assim que estou! E o que vou fazer agora? Não sei. Não sei onde morar. Não sei me organizar em palavras bonitas, reflexivas. Não sei. Os lugares não em cabem e meu corpo somatiza cada emoção, cada sentimento! É tudo muito insuportável. Mas no fundo tem uam força que me faz seguir. Força minha. Somente. É começar de novo e contar comigo. Não colocar a culpa no outro das escolhas que fiz e da condição de vida que tenho hoje. É no caos que tenho a possibilidade de transformar-me. Se não houver mudança a vida vai passar...passar...passar...passar...quero isso não! Quero é levar a vida com direcionamentos, própositos, equilíbrio. Se deixa-la me levar um dia a canoa afunda ou se perde de vez... Comer, rezar e amar! Direções! Amar e trabalhar! Trabalhar e amar...São possibilidades que carrego hoje. Me amar mais. Escolher ser feliz. Não ter culpa de seguir um caminho diferente. Tentar! Começar de novo! Tratar os sintomas! Escrever...ainda que desorganizadamente...é a mente que assim está...é o tal processo silencioso... Sublimar na escrita, depositar energia... quem sabe assim não me organizo? Reorganizo! Sem medos, dores, sintomas...a vida é tão linda...e se entregar é uma bobagem!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Em silêncio...

Tudo pode mudar da noite para o dia. Grande ilusão. Pensamos que mudou da noite para o dia, mas na verdade nada acontece sem um processo, longo ou breve, e maioria das vezes, silencioso. No silêncio sentimos o que ninguém terá acesso. O corpo e a mente são labirintos inacessíveis ao outro. Eu sei o tamanho da minha dor, da minha felicidade, do meu estar no mundo. " Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que se é." E a vida é única. O tempo não pára. E este processo silencioso devora, engole sem sentir sabor, os nossos dias. Tudo sempre acontece somento com os outros. Nós somos os outros. Assim, tanto a dor quanto o amor em algum momento da minha vida baterá à porta e se eu não quiser abrir, vai pular a janela e entrar do mesmo jeito. Não há fuga, há possibilidades de transformação. Transformar-me através da ação. E é no não silêncio do corpo e da mente que advém a mudança... Movimentar-se, movimentar-me... Inerte? Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante... Então porque não ser? A cura pode estar mais perto do que se imagina. Basta não parar de procurá-la... Acredito que em algum momento ela virá ao meu encontro, me dará um grande abraço... Ilusão novamente é pensar que ela vem sozinha... Tenho que buscá-la a cada amanhecer e não deixá-la ir embora na hora de dormir... Assim caminho... E que este tal processo silencioso se transforme em aprendizado de vida...E que passe logo!!!!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

23 no dia 23


23 anos
23 de agosto
23 primaveras
23 flores
23 abraços
23 sorrisos
23 desejos
23 amores
Dia 23
23 anos
23 corações
23 sentimentos
23 dias
23 semanas
23 segundos
Faz diferença?
Em tantos 23
Muita vida...
Momentos passados
Vividos, guardados...
Hoje é meu dia.
23...23...23...
Um dia comum.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

badulaques do Rubem Alves


Em dias assim ( Assim como?!) postarei aqui textos que não são de minha autoria. Hoje, em especial, quero falar do meu muso inspirador ( risos), grande Rubem Alves...Leitora apaixonada dos belos textos produzidos pelo autor, deixo aqui um pedacinho do mundo dele, que vez ou outra, também é meu.

"Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder."

sexta-feira, 9 de julho de 2010



Esquadros - Traduz um pouco do que sou!

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...